segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Semana da Cidadania 2014


Motivadas pela 5º Semana Social Brasileira e pelas manifestações que explodiram no Brasil em junho de 2013, as Pastorais da Juventude do Brasil (PJs) lançam a Semana da Cidadania de 2014 fortalecendo a luta pela transformação do sistema político e social brasileiro.


O tema “Juventude na luta pela reforma política” nos remete às várias manifestações que sempre foram parte da história das PJs e da CNBB. De maneira especial, reapresenta o desejo que todos e todas temos de melhorar a vida do povo brasileiro, entendendo que isso só será possível se tivermos uma Política limpa e transparente. A 5ª Semana Social Brasileira, realizada também em 2013, nos provocava a cerca do “Estado para quê e para quem?”, e fortaleceu necessidade de refletirmos em todas as camadas da sociedade o modelo de Estado que temos: um modelo que gera desigualdades sociais profundas e sujeitos corruptos, que só pensam em se perpetuar no poder, não atendendo os clamores do povo e executando seu verdadeiro papel em uma sociedade justa e democrática.
Com o lema “É hora de transformar o que não dá mais”, verso da música Momento Novo, as Pastorais da Juventude querem convocar toda a juventude brasileira a unir forças no debate por um novo modelo de sociedade, que garanta acima de tudo justiça e dignidade a todos e todas, tendo como ponto de partida a reforma, urgente e necessária, do sistema politico brasileiro.
Motivados pelas bem-aventuranças, “Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados” (Mt 5,6), nós ousamos dar passos firmes na construção da Civilização do Amor.

Para baixar o cartaz, clique aqui.

“Por isso vem, entra na roda com a gente também”!


Fonte: PJ Nacional 


CNBB disponibiliza material da CF 2014

Os subsídios da Campanha da Fraternidade 2014, como o manual, texto- base, via sacra, celebrações ecumênicas, folhetos quaresmais, CD e DVD, banner, entre outros, estão disponíveis nas Edições CNBB. No site da Conferência é possível baixar os spots para rádio e tv, cartaz da campanha, a oração e apresentações do texto-base.
O cartaz da CF 2014 traz o tema “Fraternidade e Tráfico Humano” e lema “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5, 1). Os spots têm duração de 30 segundos e podem ser veiculados pelas emissoras de rádio e tv interessadas. Os demais produtos são adquiridos pelo site: www.edicoescnbb.org.br ou pelo telefone: (61) 2193.3001.


Formação
Com o objetivo de trabalhar os conteúdos da campanha nas escolas, foram produzidos também subsídios de formação voltados aos jovens do ensino fundamental e médio, além de encontros catequéticos para crianças e adolescentes.

Significado do cartaz
1-O cartaz da Campanha da Fraternidade quer refletir a crueldade do tráfico humano. As mãos acorrentadas e estendidas simbolizam a situação de dominação e exploração dos irmãos e irmãs traficados e o seu sentimento de impotência perante os traficantes. A mão que sustenta as correntes representa a força coercitiva do tráfico, que explora vítimas que estão distantes de sua terra, de sua família e de sua gente.
2-Essa situação rompe com o projeto de vida na liberdade e na paz e viola a dignidade e os direitos do ser humano, criado à imagem e semelhança de Deus. A sombra, na parte superior do cartaz, expressa as violações do tráfico humano, que ferem a fraternidade e a solidariedade, que empobrecem e desumanizam a sociedade.
3-As correntes rompidas e envoltas em luz revigoram a vida sofrida das pessoas dominadas por esse crime e apontam para a esperança de libertação do tráfico humano. Essa esperança se nutre da entrega total de Jesus Cristo na cruz para vencer as situações de morte e conceder a liberdade a todos. “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5, 1), especialmente os que sofrem com injustiças, como as presentes nas modalidades do tráfico humano, representadas pelas mãos na parte inferior.
4-A maioria das pessoas traficadas é pobre ou está em situação de grande vulnerabilidade. As redes criminosas do tráfico valem-se dessa condição, que facilita o aliciamento com enganosas promessas de vida mais digna. Uma vez nas mãos dos traficantes, mulheres, homens e crianças, adolescentes e jovens são explorados em atividades contra a própria vontade e por meios violentos.

Fonte: CNBB


CF 2014



 


O Ensino Social da Igreja incorporou a reflexão profética de que todas as práticas de tráfico de pessoas humanas fazem parte do culto ao ídolo dinheiro. Há uma idolatria da riqueza privada, individual, e vale tudo para que se multiplique, que cresça sem fim. Trata-se de uma prática que contrasta com o único culto que agrada a Deus, segundo os profetas: libertar os oprimidos e os escravizados, quebrar as correntes dos aprisionados, devolver o que foi tirado dos demais. Jesus será mais incisivo: ou se serve à riqueza ou a Deus, e se serve a Deus amando as pessoas como seu próximo. (CF 2014 – Fraternidade e Tráfico Humano, p.24) Ou, como nos ensina na história do samaritano, fazendo-nos próximos de quem precisa.


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

A Verbo Filmes lança o DVD “Memória do 13º Intereclesial de CEBs”.



  Com o tema “Justiça e profecia a serviço da vida”, o evento reuniu, nos dias 7 a 11 de janeiro, em Juazeiro do Norte (CE), mais de 5 mil pessoas. “Juazeiro do Norte, terra de missão do padre Cícero, rincão acolhedor de tantos romeiros e romeiras, torna-se palco de um dos maiores eventos da Igreja Latino-americana”, diz um trecho da apresentação do DVD.
No mês de janeiro de 2014, em meio às comemorações dos cinquenta anos do Concílio Vaticano II, este Intereclesial acontece sob o signo de um novo tempo, de uma verdadeira primavera eclesial iniciada com a eleição do papa Francisco. Na mensagem aos participantes deste evento, Francisco afirma que as CEBs “trazem um novo ardor evangelizador e uma capacidade de diálogo com o mundo que renovam a Igreja”.

Com este DVD é possível visitar e revisitar este Intereclesial que, como disse dom Fernando Panico, bispo de Crato em sua homilia final, “foi um grande Pentecostes na caminhada da Igreja”.

A produção traz ainda conteúdos extras:
Homilia de Dom Fernando Panico - Celebração de Abertura - 8:30 min.
Carta do Papa Francisco - 5:00 min.
A Espiritualidade Romeira - Ir. Annette Dumoulin - 13:00 min.
O Filho do Homem e as CEBs - Frei Carlos Mesters - 14:00 min.

Serviço:
DVD Memória do 13º Intereclesial de CEBs
Realização: Verbo Filmes
Pedidos e informações:
Tel.: (11) 5182.5744 ou 3774.6025
Email: verbofilmes@verbofilmes.org.br


www.verbofilmes.org.br


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Ouvistes o que foi dito... Eu, porém vos digo (Mt 5,17-37) – Carlos Mesters



http://www.cebi.org.br/index.php

No próximo domingo, o texto a ser meditado em muitas igrejas é extraído do capítulo 5 de Mateus, na continuidade do Sermão da Montanha. Por ser um texto longo, algumas igrejas optam por selecionar algumas partes. Optamos por manter aqui o comentário geral de Frei Carlos Mesters ao bloco de Mt 5,20-37.


O texto do evangelho de hoje está dentro da unidade maior de Mt 5,20 até Mt 5,48. Nela Mateus mostra como Jesus interpretava e explicava a Lei de Deus. Por cinco vezes ele repetiu a frase: "Antigamente foi dito, eu, porém, lhes digo!" (Mt 5,21.27.33.38.43). Na opinião de alguns fariseus, Jesus estava acabando com a lei. Mas era exatamente o contrário. Ele dizia: “Não pensem que vim acabar com a Lei e os Profetas. Não vim acabar, mas sim dar-lhes pleno cumprimento (Mt 5,17). Frente à Lei de Moisés, Jesus tem uma atitude de ruptura e de continuidade. Ele rompe com as interpretações erradas que se fechavam na prisão da letra, mas reafirma categoricamente o objetivo último da lei: alcançar a justiça maior que é o Amor.

Nas comunidades para as quais Mateus escreve o seu Evangelho havia opiniões diferentes frente à Lei de Moisés. Para alguns, ela não tinha mais sentido. Para outros, ela devia ser observada até nos mínimos detalhes. Por isso, havia muitos conflitos e brigas. Uns chamavam os outros de imbecil e de idiota. Mateus tenta ajudar os dois grupos a entender melhor o verdadeiro sentido da Lei e traz alguns conselhos de Jesus para ajudar a enfrentar e superar os conflitos que surgem dentro da família e dentro da comunidade.