segunda-feira, 10 de março de 2014

Inicia o Curso de Teologia do ITEPA.

  


Irmãs e irmãos, iniciou hoje o curso de teologia promovido pela faculdade ITEPA, sobre o subsidio Comunidade de comunidades - uma nova paróquia, da CNBB. 

Ainda dá tempo de se inscrever e participar da formação, então não perca tempo, faça ainda hoje sua inscrição e e vamos juntos e juntas refletir sobre as mudanças de estrutura de nossa igreja.
 
A formação continuada é uma necessidade premente em vista da realidade em constante e profunda transformação. Ciente disso, a Itepa Faculdades, instituição credenciada junto ao MEC, está propondo mais uma oportunidade de aprofundamento na modalidade a distância.
O tema de estudo será Comunidade de comunidades - uma nova paróquia, subsídio em fase de análise e que será lançado como documento da CNBB em breve.
“Para realizar a tarefa urgente de transformarmos a paróquia em comunidade de comunidades, o modelo que precisamos ter diante de nós é o próprio Jesus e a sua maneira de suscitar, de organizar e de orientar a vida em comunidade em vista do Reino de Deus.” (Estudos da CNBB - 104, nº3).
Participe!!!!




Fonte:  ITEPA

quinta-feira, 6 de março de 2014

Depoimentos sobre a 37° Romaria da Terra e do 9° Acampamento da Juventude...





 

Retornando do Acampamento da Juventude - 37ª Romaria da Terra do Rio Grande do Sul. Cansaço,
 coração cheio de boas energias e muita luta e muito amor para seguir sempre avante e à esquerda!
Ê lindeza reencontrar a companheirada!
Ê lindeza celebrar a Vida e caminhada de nossa juventude's!
Ê lindeza ser povo em caminhada!
Sigamos em luta, em marcha, em mutirão, construindo a tão sonhada (e possível!) Civilização do Amor! 
[Franciele Garcia- Arquidiocese de Pelotas]





“Salve, salve a caminhada
Salve, salve a Romaria
Em busca da nova aurora de um novo dia”

  O que dizer de um lugar que inspira, fortalece a luta e reafirma nossas opções?
Sem dúvida alguma, vivenciar mais uma Romaria da Terra foi provar dos sinais do Reino!
Estar junto às juventudes que comungam de uma causa nobre, a construção do outro mundo possível, no Acampamento da Juventude, fortaleceu em mim e em muit@s a opção radical pelo seguimento de Jesus, que é estar e se fazer pobre, junto aos que necessitam de terra, de pão, de comunhão, partilha e resistência.

As Romarias são o espaço que animam a caminhada de um povo humilde, de luta, explorado e trabalhador. É religiosidade popular e com ela não se brinca!

Uma coisa que pra mim ficou muito forte, tanto no Acampamento quanto na Romaria, ambos em chão sagrado de um assentamento da reforma agrária no Rio Grande do Sul, é que nós e nem ninguém, têm o direito de esquecer, de negar e de não contar a História.
Os movimentos sociais só são o que são porque tiveram historicamente, e bebendo da fonte, a presença firme e determinante da Igreja Latinoamericana, Igreja CEBs, da Teologia da Libertação; e essa Igreja só é o que é, porque esteve nesse espaço. Reconhecer a contribuição mútua que ambos partilharam e partilham, é gestar muitos anos de profecia, de libertação do povo oprimido e excluído. Se os movimentos perdem a dimensão da mística, sinal mais “visível” da fonte original, estão condicionados a morrer (talvez não enquanto “estrutura”, mas enquanto coerência e proposta que apresentam); se a Igreja deixa de estar nesse meio, ela perde a profecia e se torna incoerente ao Evangelho. O Anel de Tucum, herança da Igreja Latina pé no chão e viva, arde no dedo diante dessa possibilidade.
Aí, as opções entram em crise, e corremos um sério risco de não sermos dignos da finalidade que assumimos construir. Devemos reconhecer que o caminho é longo ainda, que não é fácil viver essas opções e nem se manter nessa contribuição mútua, que há muitas coisas a serem superadas... Mas é chegado o tempo de Quaresma!
Seguimos comungando dessa utopia!
[Aline Ogliare- Diocese de Chapecó]





Acabo de chegar do assentamento Lagoa do Junco em Tapes, as margens da Laguna dos Patos. A partir deste feriado o assentamento passa a se chamar Hugo Chavez, comandante da revolução venezuelana que visitou o acampamento em 2005 e firmou convênio com o MST para a formação de uma escola de agroecologia, o comandante fez questão de ver com os próprios olhos a possibilidade de uma produção de arroz limpa, sem veneno e em larga escala. Grande Homenagem no dia que Chavez completaria 60 anos e um ano depois de sua morte.
Terra pra quem nela quer trabalhar é urgente, para o agricultor e para o Brasil, para gerar emprego, renda e alimento saudável, desenvolvendo o país. Reforma Agrária urgente e necessária.
Volto com a esperança renovada e com arroz sem veneno para a semana.

[Luan Badia- Movimento Juntos de Pelotas]







Quero agradecer por mais um acampamento da Juventudes, dentro da programação do 37ª Romaria da Terra. Muito obrigada tbm as Juventudes que se fizeram presentes neste rico encontro. Onde revemos amigos, conhecemos novas pessoas, espaço que temos partilhar aquilo que acreditamos, e poder colocar em pratica a sociedade que vamos construindo aos poucos, onde as mulheres não precisam usar sutiã, onde as pessoas possam se olhar nos olhos, que possamos dividir nossa comida, nosso espaço de dormir, onde podemos dividir risadas gostosas junto á luz da Lua, dançar e cantar um mundo sem violência, sem classes sociais, sem escravidão. Obrigada por reacender em mim este mundo tão sonhado.
[Regina Rodrigues- Vicariato de Porto Alegre]




quarta-feira, 5 de março de 2014

CARTA DA 37ª ROMARIA DA TERRA E DO 9º ACAMPAMENTO DA JUVENTUDE






 

           1. A 37ª Romaria da Terra e o 9º Acampamento da Juventude é fruto de meses de trabalho nas comunidades e movimentos, incentivados pelo nosso irmão e pastor, Dom Jaime, arcebispo de Porto Alegre, arquidiocese que os acolheu, que conclamou a todos e todas para, “inspirados no Evangelho e orientados pelas opções de Jesus pelos menos favorecidos, os pobres e excluídos, participar de forma ativa nesta manifestação de solidariedade para com tantos de nossos irmãos e irmãs que não têm um pedaço de terra para viver dignamente. A Terra nos oferece o necessário para o sustento; mas precisamos também aprender a dela cuidar para que todos possam gozar daquilo que hoje se denomina vida saudável”. 

2. E nos dias do carnaval de 2014, 2 e 3 de março, 500 jovens do Rio Grande do Sul, da Pastoral de Juventude, da juventude do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, do Levante Popular da Juventude, do Movimento de Trabalhadores Desempregados, da juventude do Movimento dos Atingidos pelas Barragens, da Pastoral da Juventude Rural, da Pastoral Popular Luterana e do movimento “Juntos”, compromissados com os valores e as causas da Reforma Agrária, da Cooperação e da Agroecologia como modo de organizar a vida e a defesa da Mãe-Terra, estiveram reunidos no 9º Acampamento da Juventude, no Assentamento da Lagoa dos Juncos, em Tapes.

3. Acolhidos com entusiasmo pelos moradores do Assentamento e pelas equipes que já vieram antes para preparar o espaço para o Acampamento e a Romaria, logo se integraram e, com muita energia e entusiasmo, com palavras de ordem, canções diversas e muito debate, foram reafirmando a disposição de serem sujeitos protagonistas de uma nova sociedade, justa, fraterna, socialista.

4. Refletimos sobre a realidade, ouvimos os clamores que brotam das mais diversas situações de exploração e opressão, geradas pelo sistema capitalista e procuramos compreender os desafios que nos são colocados para aprofundar o processo de transformação para que haja vida digna e abundante para todos e todas, assumindo os seguintes compromissos:

- Denunciar o sistema capitalista como intrinsecamente perverso em seu DNA, pois sua lógica de acumulação a qualquer preço, movido pela ganância, gera as divisões sociais, exploração, opressões diversas, sofrimento e morte.

- Retomar e aprofundar a defesa da Reforma Agrária, condição inclusive para avançar na agroecologia e na agricultura de base camponesa.

- Denunciar o agronegócio como um sistema que tem como lógica o lucro e se sustenta na exploração do trabalho e dos recursos naturais, em contradição com a agricultura camponesa.

- Defender os diversos sistemas da biodiversidade e fortalecer a luta contra os agrotóxicos, pois estes matam.

- Impulsionar a produção e o consumo saudáveis, defendendo e praticando a agroecologia, sem ter medo das mudanças.

- Resgatar a política como a ação em favor do bem comum, essencial nos processos de mudança da realidade, e como a mais alta forma de amor ao próximo.

- Investir no fortalecimento do trabalho de base e na construção da mais ampla unidade entre os explorados e excluídos.

- Lutar pela igualdade de gênero.

- Respeitar e considerar justa toda forma de AMOR.

- Defender políticas públicas substantivas para a população trabalhadora, em especial para a juventude e lutar contra a privatização dos serviços públicos.

- Impulsionar um processo de trabalho de base permanente de formação sobre as políticas públicas e o papel protagonista dos jovens e da população em geral na sua efetivação.

- Educar e mobilizar a juventude e a população trabalhadora para a participação das mesmas nos espaços de construção das políticas públicas e do controle social do Estado.

- Comprometer-se com o Plebiscito popular por uma Constituinte Exclusiva e Soberana pela Reforma do Sistema Político.

- Impulsionar a participação das mulheres nos espaços de poder e decisão de nossa sociedade.

- Construir espaços de formação permanente sobre a questão de gênero, envolvendo homens e mulheres, na perspectiva de superação de todas as formas de patriarcalismo e machismo em todos os espaços da vida.

- Investir em formas de comunicação para garantir um direito fundamental em qualquer processo de construção da liberdade, o da informação, o que nos convoca ao engajamento na luta pela democratização dos meios de comunicação.

- Denunciar a FIFA e os processos da Copa como mecanismos de fortalecimento da lógica dos grandes negócios, de violação direitos de muitas pessoas, em detrimento de investimentos em áreas essenciais para a população, como habitação, saúde e educação. (A Copa não é do Brasil e sim da FIFA”).
5. No dia 4, esse/as jovens juntaram-se aos milhares de Romeiros e Romeiras que vieram de todos os rincões do Rio Grande e mesmo de vários outros estados para celebrar a história de lutas dos povos da Terra por justiça, igualdade e liberdade, com quem compartilharam e celebraram esses compromissos.


 6. Animados e encorajados por tantas testemunhas que doaram suas vidas por estas causas em defesa dos pobres, no seguimento de Jesus de Nazaré, renovamos o desejo de que os bons frutos desta Romaria da Terra possam repercutir bem na vida de todas as nossas Comunidades de fé e de luta. 





Tapes, 4 de março de 2014


Lançamento CF 2014: Fraternidade e Tráfico de Pessoas



CF 2014: Diga NÃO ao Tráfico de Pessoas!
Coletiva de Imprensa: Lançamento Oficial CNBB Sul 3 – 5 de março, 14h00 – Av. Cristóvão Colombo, 149


Na próxima Quarta-feira de Cinzas, 05/03, às 14h, o Regional Sul 3 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) promove uma Coletiva de Imprensa em sua sede, no Centro da capital gaúcha. A ocasião marca o Lançamento Oficial da Campanha da Fraternidade 2014 no estado. Em âmbito nacional, o tema escolhido é “Fraternidade e Tráfico Humano”, e o lema adotado remete à Epístola de São Paulo Apóstolo aos Gálatas: “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl, 5, 1).
Para o encontro com a imprensa, o episcopado gaúcho estará representado por três bispos, de seus 34 atuais prelados. Participam dom Zeno Hastenteufel, bispo de Novo Hamburgo e presidente do Regional Sul 3, dom Jaime Spengler, arcebispo metropolitano de Porto Alegre e bispo anfitrião, e dom Alessandro Ruffinoni, bispo de Caxias do Sul e bispo referencial das Pastorais Sociais junto ao RS3. Além disso, dom Alessandro também é o bispo responsável pela Pastoral dos Brasileiros no Exterior (PBE) pela CNBB.
O evento será apresentado por Edison Costa, coordenador da CF 2014 e do CEBI (Centro de Estudos Bíblicos), ambos no RS. Os bispos vão receber duas palestrantes: Ir. Eurides Alves de Oliveira, uma das proponentes do tema da CF 2014 e coordenadora da Rede Um Grito Pela Vida, e Aléxia Meurer, coordenadora do Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (Nept/RS), da Secretaria da Segurança Pública do Rio Grande do Sul.
Sempre com foco na promoção da dignidade humana, a edição deste ano é a 51ª Campanha da Fraternidade idealizada pela CNBB. E traz consigo a marca social da ação cidadã e evangelizadora de uma atividade ininterrupta, desde 1964, por meio da Igreja Católica Apostólica e Romana no Brasil. O RS3 informa ainda que as representações das quatro arquidioceses e 14 dioceses do RS vão dar início aos trabalhos da CF 2014, em âmbito diocesano, na manhã de 05 de março.

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Eliana Patrícia Stumpf
Assessoria de Comunicação do Regional Sul 3 da CNBB
elianapatriciastumpf@cnbbsul3.org.br

sábado, 1 de março de 2014

Dom Aloísio A. Dilli fala sobre a 37ª Romaria da Terra

Em 04 de março, Terça-feira de Carnaval, o RS vive sua 37ª Romaria da Terra, desta vez no Vicariato de Guaíba – Arquidiocese de Porto Alegre, com o tema: “Cultivar Vida Saudável”. O local do evento será o Assentamento Lagoa do Junco, em Tapes/RS. A romaria mobiliza a Igreja do RS e se tornou um compromisso permanente do Regional Sul 3 da CNBB. É evento eclesial com repercussões para toda sociedade. Uma das suas curiosas características é a realização no dia do Carnaval, portanto, um Carnaval diferente que prenuncia a Campanha da Fraternidade, no espírito quaresmal, que faz caminhar para a Páscoa.
http://cptdors.blogspot.com.br/p/romaria-da-terra.html
Vejamos algumas reflexões sobre esta romaria, segundo o Jornal VOZ DA TERRA (Publicação da Comissão Pastoral da Terra do RS, Ed. Novembro 2013, p. 10). Com a preocupação de cultivar vida saudável, a temática tenta resgatar e valorizar o agricultor e a agricultora, os protagonistas da produção dos alimentos naturais de qualidade; alimentos saudáveis que não foram produzidos com venenos, mas na agricultura de agroecologia, termo proveniente da composição de palavras gregas [Agro (agros) = campo; eco (oikos) = casa; logia (logos) = estudo]. Portanto, AGROECOLOGIA é fazer agricultura, respeitando a grande casa, o planeta, os seus habitantes, ou seja, toda biodiversidade.
A prática agroecológica é antiga, mas na última metade do século passado a agricultura tornou-se mais artificial e com uso massivo de venenos. Nós conhecemos as consequências dessa prática para nossa saúde e todo ecossistema. Queira Deus que a atual geração ainda possa ouvir frases como esta: “No tempo em que ainda se usava venenos para produzir alimentos...”. As Romarias da Terra são momentos privilegiados para caminhar com o povo que vive na terra e dela produz seu alimento saudável, assim como o de tantos outros.
Faz muito bem ouvir depoimentos sábios, como o da sra. Simone Pegoraro (Farroupilha): “A Romaria da Terra nos faz entender cada vez mais que é preciso cuidar da Terra e de toda a vida no planeta. A terra é bem mais do que apenas produtora de alimento. A terra é um espaço mínimo para o desenvolvimento da vida. É esse espaço de promoção e valorização da vida que a Romaria da Terra nos traz... Nosso trabalho na Terra é sermos as mãos, os pés, as palavras e as ações do amor, na preservação da natureza e no cuidado com o outro, fortalecendo a cultura do Bem Viver” (Jornal VOZ DA TERRA, o.c., 12).
Dom Alessandro Ruffinoni, bispo de Caxias do Sul, na preparação da última Romaria, assim se expressava: “As Romarias da Terra, aqui no Estado, sempre tiveram o objetivo de ser uma profecia que, de um lado, denunciam a desigualdade e injustiças que existem no campo e, de outro, propõem a solidariedade, a cooperação e um desenvolvimento sustentável em vista do bem comum ou bem viver” (Ibidem).
Em sintonia com a 37ª Romaria da Terra, concluímos com a oração proposta para a mesma:

 “Senhor Deus da Vida, vós que criastes o firmamento, a água, a terra e tudo o que nela existe; Vós que criastes o homem e a mulher para cuidarem do jardim e da vida, inspirai-nos e ensinai-nos a cultivar uma vida saudável. Vós que viveis na perfeita Comunidade de amor, orientai nossas mentes, nossos corações e nossas famílias para o trabalho cooperativo, a fim de que a produção de alimentos seja fruto da união de esforços e de políticas públicas favoráveis. Fazei que todas as pessoas cuidem da terra e de todos os bens da natureza, saibam respeitar a terra na sua condição de produção saudável; Pela intercessão da Sagrada Família de Nazaré, inspirai quem cultiva a terra e conduza a todos nos caminhos do desenvolvimento sustentável e da justa distribuição dos bens da criação. Amém. Axé. Assim seja!”.

Dom Aloísio Alberto Dilli
Bispo de Uruguaiana (RS)

 

Para mais informações sobre a  37° Romaria da Terra do RS, acesse o blog da CPT do RS

 Fonte: CNBB